MEMES & MESMERISMO


Cada religião, cada partido político, cada sistema de produção, cada casta tem de produzir memes, que são como os nossos genes. Você pega uma determinada cor, um perfume, um símbolo, palavras de ordem, de incentivo, de produção e distribui os complexos de culpa. Adota cores, perfumes típicos, bombardeia todo esse conjunto de práticas na cabeça das pessoas horas e horas por dia. As pessoas deixam de ser indivíduos (é preciso ter muita coragem para ser um indivíduo hoje em dia) e passam a obedecer esses memes. Vivem em função deles e depois pagam um psicanalista para tentar suportar a ação dos memes. Temos de estar em vigilância constante, para, pelo menos, tentarmos saber quem controla a luz de nossas retinas. O discurso farsesco conquista mais pessoas pela telinha da TV. O discurso banhado de luz nos mesmeriza. É por isso que eu pergunto sempre: você sabe quem controla suas retinas? Cyber, em grego, quer dizer luz e também timoneiro. Os papas da cibernética e da televisão controlam nossas mentes. Quem comanda a luz nos controla.

Dr. Timothy Leary
poucos dias antes de sua morte, em conversa com Claudio Tognolli, que a retrata em seu livro "Mídia, Máfias e Rock'n'Roll"



DR. JOHN - DESITIVELY BONNAROO - 1974
http://rapidshare.com/files/217726567/DR.JOHN_-desitively__bonaroo.zip.html

3 Comments:

At 18:01, Anonymous Leandro Pinto said...

As chitas, as macacas esquerdistas ainda estão ao redor do vômito de Lenin e Dawkins.

O materialismo precisa confundir conceito com matéria para poder explicar o primeiro pelas mesmas propriedades da segunda.

Reduzidas as idéias a meros "memes" que se propagam como se fossem compostos bioquímicos, ficam a memória e a inteligência (e demais faculdades cognitivas) equiparadas ao cérebro (ao que é material). A consciência e a liberdade, nesta perspectiva reducionista, também não passam de processos causados, em última instância, pela atividade química do corpo. E não é à toa, então, que o Dr. Leary tenha chegado a pensar que uma pessoa pode se tornar mais inteligente somente com o uso de drogas.

Fazendo as contas, o materialismo acarreta no juízo de que não existe liberdade, e que o único modo de aperfeiçoarmos nosso caráter é nos tornarmos dependentes de substâncias materiais (químicas).

Retirado o espírito, o ser humano acaba sendo não mais que uma máquina bioquímica pensante, cuja única transcendência possível, além da morte, é "fazer História", é "fazer a Revolução".

A partir desta premissa, a moral se torna subjetiva, cada um faz o que quer e o que acha que é o melhor. A moral vira um mero produto, uma fabricação que, caso assim pensemos, podemos destruir e reconstruir de outra forma, uma "nova moral" de acordo com nossos interesses.

Nesse momento, a partir daí, o Bem se identifica com "o que nós queremos" e o Mal com "aquilo que nos impede de fazer o que queremos". A moral passa, nessa perspectiva subjetivista, a obedecer um único princípio: a vontade de poder dos mais fortes. É o terreno de Nietzsche, cuja filosofia relativista serviu tão bem para os Nazistas.

Depois das orgias e dos milhões de mortos, só resta mesmo enfiar uma bala na cabeça ou se entupir de drogas.

É nisso que consiste toda a estupidez, fealdade, gordura e miséria espiritual da intelectualidade revolucionária, ateísta e materialista, que quer transformar o mundo.

 
At 00:53, Anonymous Anonymous said...

mirror:

http://www.badongo.com/pt/file/15927421

 
At 09:42, Anonymous Anônimo said...

this is no 320kbps but VBR around 250kbpsbut thanks anyway

 

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